Por que investir em empresas start-ups?

Posted on 29 de junho de 2010 por

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Nos últimos dez anos o mercado de Business Angels tem apresentado um crescimento impressionante.

No ano de 1999 havia apenas 50 redes de business angels em toda a Europa. Com o passar de 10 anos, já em 2009, o número dessas mesmas organizações de business angels já ultrapassa 300 em toda a União Européia.

Nos EUA, o número de business angels no ano de 1999 se aproximava dos 100. Em 2009, chegou à casa dos 300.

De acordo com o “Center for Venture Research ” o mercado de business angels investiu um total de $19,2 bilhões de dólares em 55.480 projetos empresarias que se encontravam em fase de elaboração ou inicial (start-up) durante o ano de 2008.

Serviços relacionados à saúde como o desenvolvimento de produtos, aparelhos médicos e equipamentos, representaram a maior parcela de investimentos, com 16% do total de investimentos em 2008, seguido de Software (13%), Varejo (12%) e Biotecnologia (11%). Industrial / Energia representaram 8% dos investimentos, o que reflete um apetite continuo e crescente por tecnologias verdes. O setor de mídia (7%) finaliza o total de investimento nos seis setores mais procurados. Varejo e Mídia têm solidificado a sua presença entre os seis setores, principalmente devido a um continuo interesse em empreendimentos de redes sociais.

A tendência de crescimento de organizações de business angels é representada pela mudança nas atividades de capital de risco para fases posteriores da cadeia de financiamento, o que abre espaço para investidores como os business angels adentrarem em empresas nascentes através do aporte de capital, conhecimento em gestão de negócios e compartilhamento de redes de contato.

Investir em empresas que se encontram em fase inicial (start-up) significa o aporte de capital financeiro e humano, ambos do próprio investidor, na aquisição temporária de títulos de participação societária de empresa em fase pré-operacional ou recém operacional, na expectativa de realizar ganho de capital na venda desses títulos, após um período de crescimento (valorização) da empresa viabilizado, em parte, pelo próprio aporte de capital do investidor.